quinta-feira, 14 de maio de 2009

MARANHÃO SOFRE DEBAIXO D’ÁGUA


A enchente no Maranhão deixa 90% da população debaixo d’água. Nesta segunda (11), cresce o número de desabrigados e o nível dos rios sobe a cada momento. Roseana Sarney convoca a sociedade a ajudar as famílias atingidas pelas cheias. "Estou aqui vigiando as coisas", diz Francisco das Chagas, que, ao lado do seu cachorro observava o movimento das canoas em frente a sua casa, no rio Mearim.


O Coronel Rosário da Defesa Civil e Meteorologistas fazem monitoramento diário dos rios da região. Cerca de 72 municípios estão em situação de emergência e sete pessoas mortas em todo o Estado. Neste momento os municípios atingidos precisam de ajuda humanitária, medicamentos, de cesta básica, barracas para alojar as pessoas que estão desabrigadas e de água potável, pois a maioria dos sistemas de água nos municípios está submerso.

Na zona rural, a lavoura está toda debaixo d´água. As olarias suspenderam suas atividades desde o início das chuvas, e o comércio também está prejudicado. Portanto, o bairro Trividela que abriga 1.350 famílias, está alagado e sem energia elétrica até o momento.


A situação é mais grave na cidade de Pedreiras, que têm aproximadamente 70% das ruas submersas. A água das chuvas chega ao teto das casas. A canoa é o único meio de transporte nos municípios. "Pago R$ 8,00 todo dia na canoa para olhar minha casa. Consegui tirar alguns móveis, mas perdi muita coisa", contou o aposentado Benedito Belarmino Furtado, que teve sua casa alagada há duas semanas e teve que deixar o local ao lado da mulher.

Os que tiveram que deixar suas casas retornam todos os dias para a entrada da cidade, na beira da ponte que separa o município da cidade de Pedreiras, alugam uma canoa e vão para os locais onde moravam e tomam conhecimento dos danos causados pela cheia.


O fenômeno La niña é o que causa essa inversão de umidade. Nordeste chove e Sul seca. Este fenômeno ocorre quando há resfriamento das águas do Pacífico e isso altera a umidade do Sul, "que simplesmente deixa de existir", explica Solismar Prestes, coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia. Prossegue: "No Nordeste, ocorre o contrário, lá chove mais e aqui menos".


O meteorologista afirma que o fenômeno La niña já está no final, à temperatura da água normalizou, por isso acredita que as chuvas voltarão em breve. Mas é preciso chover bastante para acabar com a estiagem, ressalta o meteorologista.


Ao lado do Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil Estadual lançou a Campanha SOS Maranhão, disponibilizando uma conta bancária para receber doações. Os interessados em ajudar podem depositar as doações em dinheiro em uma conta corrente aberta na Caixa Econômica Federal, agência: 0027 - conta corrente: 1000-2 - operação 006.



Por: Marcos Lopes
Amanda Lopes
Juciara Abreu

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